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Comunidade Evangélica Entre as Nações

O corpo de Cristo e o sectarismo

É fácil distorcer a doutrina do corpo de Cristo. Basta aplicá-la de modo exclusivista. Isso acontece quando o membro de uma denominação evangélica aprende a desprezar os membros de outras denominações, também evangélicas, como se não fossem seus irmãos. Essa distorção, embora não seja acidental em sua origem, é sutilmente alimentada por sentimentos de vaidade e soberba.

(...)

 Assim, Deus criou a diversidade, mas Jesus nos deixou o ensino do amor para que possamos manter comunhão uns com os outros, aceitando as diferenças e não impondo que o nosso gosto e convicções pessoais sejam prevalentes em toda a terra. (...) Vamos obedecer ao mandamento de Jesus e vivermos a união no corpo de Cristo em liberdade de Espírito.

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Pentateuco: Contestando Jean Louis Ska

Trata-se de um exame daquilo que Jean Lous Ska apontou em sua obra "Introdução à Leitura do Pentateuco" como “claras divergências” e que, segundo o autor, apontam para inconsistências, contradições e problemas supostamente existentes no contexto legislativo, literário, narrativo e redacional do pentateuco.

Esta leitura pode chocar os crentes que não têm o hábito da investigação e da contextualização bíblica. Mas, isso não nos preocupa, já que certamente estes não terão disposição para esta leitura.

Neste texto estarei apresentando alguns argumentos e respostas às colocações do autor, uma vez que, à exceção dos pares de animais que entraram na arca de Noé, tudo o mais, segundo procuro demonstrar, não se apresentou assim tão claro e evidente com foi afirmado em sua obra. Ao contrário, verificou-se que a clareza a que Ska se refere nada mais é que um produto da influência da visão racionalista e filosófica a que está submergido.

Aqui importa por em relevo que a obra de Ska adotou o princípio da dúvida, tal qual fazem os filósofos. Esses mesmos que se ocupam com a tarefa de desmistificar a fé e afastar a existência de Deus, fazendo com que todos os seus seguidores sejam classificados como tolos. A obra de Ska chega a citar Spinoza, filósofo do século XVIII, como uma luz que iluminou o horizonte da fé cega. E, de fato, os estudos de Spinoza até hoje são utilizados, juntamente com outras obras filosóficas, para demonstrar que a bíblia não passa de um “conto de fadas”. (...) Jean Louis Ska chega a asseverar que repetições, tensões e contradições entre "discursos divinos" projetam sérios problemas para a crítica e que, do ponto de vista literário, é difícil atribuir todos esses textos à mesma pessoa, uma vez que qualquer autor sabe evitar essas dificuldades.

Questão simples que deixa de ser considerada é que Deus é Deus. Se Deus é Deus, o que lhe impede de distribuir e compor suas orientações em quantos textos queira? Como diz Ska, “é bem mais simples pensar que os textos foram redigidos em várias épocas, correspondendo a circunstâncias e preocupações diferentes.” Mas a opção pela simplicidade de pensamento é temerosa, vez que, como já dito neste trabalho, admitir um texto forjado para satisfazer a anseios políticos em certos momentos da história de Israel é conferir razão a Maquiavel: “os fins justificam os meios”. Ou seja, restaria admitir que Deus usa pessoas dissimuladas e que guardam fins escusos (vasos imundos) para o representar perante uma imensidão de outras pessoas que seguirão essas palavras por toda a existência da humanidade. Melhor é confiar que Deus pode usar valos limpos para seus fins puros, justos e bons (2 Timóteo 2:21).

Ao fim deste trabalho, é de se reconhecer que a visão cultual da fé, a qual defendo, não se coaduna, em boa medida, com os estudos racionais propostos por Ska, uma vez que a visão cultual parte do princípio que “toda escritura é divinamente inspirada”, sendo o homem apenas um instrumento neste processo.

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Profeta Isaías: panorama (parte 1)

Trata-se de um texto com o resultado da leitura do livro “Como Ler o Primeiro Isaías, de autoria de Shigeyuki Nakanose e Enilda de Paula Pedro. O propósito deste resumo é apresentar alguns pontos que marcam o conteúdo dessa interessante obra que traz, sem dúvida, importantes esclarecimentos históricos, culturais, políticos e religiosos dos tempos em que os capítulos 1 ao 39 do livro de Isaías foram escritos. Esse contexto, resultado de uma evolução que vai desde o surgimento da monarquia em Israel até ao tempo em que o profeta atuou, é o pano de fundo do início da influência e do desenvolvimento do ministério profético de Isaías. Com base nessas informações, é possível compreender a mensagem de Isaías, seu foco, sua responsabilidade e o compromisso até o momento em que suas intervenções, contrárias às expectativas do governo e da elite, provocaram sua “demissão do cargo” de conselheiro do rei. Mas, uma constatação é muito importante: a história comprovou a veracidade da palavra do profeta que, embora rejeitado pelos homens, foi aprovado por Deus. Seguramente, este é um texto para quem ama estudar a bíblia e não deseja ficar na superfície, sem a compreensão do contexto bíblico face ao seu conteúdo profético.

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"Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais,
não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma." (Eclesiastes 9:10 RA)